segunda-feira, 16 de maio de 2011

A realidade do Leão! Um diagnóstico tenebroso.

[Nota: Texto Publicado 16/05 um [1] dia após a derrota no Barradão].

Neste meu pequeno Blog, vinha evitando falar sobre o ECV, minha paixão, ou futebol. Desde o início do Campeonato Baiano, aliás, o sem qualidade Baianão, vinha apenas observando, pois esperava escrever sobre a Conquista do Penta e sobre as perspectivas de futuro do Leão: que decepção!

A Vergonha de ontem (15/05) só me fez ver que a opinião, pouco simpática, mas realista, emitida na derrota para o PALMEIRAS ano passado, continua de pé: É um time RESSUSCITADOR DE MORTOS (ver post).

Demitiram o treinador, vão rescindir alguns atletas, mas... e os diretores? Acho que é hora de se rever o Trio Portela, Falcão e Silveira. Se não ganham do Bahia de Feira o que será do resto... o que será de nós rubro-negros que sempre apoiamos esse clube oligárquico com esse time fraco?

A diretoria de futebol do Vitória é míope e não enxerga futebol ao que parece. Contrata por contratar sem avaliar qualidades técnicas trazendo jogadores abaixo da crítica ou já superados. Assim vemos Rildos, Vitor Saba, Ernanis, Cleber, dentre outros menos cotados, além de manter quem sempre falha reincidentemente como o “Paredon”, mantendo um elenco perdedor e viciado! Ou muda ou cai; Será que vamos amargurar a Série C novamente?

Chega de Viáfara! Não importa o fato de ele assumir ou querer ser mais que todos dizendo isso ou aquilo nos sites da vida... Ele falha sempre em momentos cruciais. Não é jogador para ser titular do Gol do Vitória – Ninguem vê? Também, é preciso parar de ser barriga de aluguel de Clubes Sulistas; assim continuaremos a ter Rogers, Nikões e Henriques e vamos engordar a cria alheia – isso é papel de otário!

Falta filosofia de campeão.

Com a palavra Alex Portela.

Ivã Veloso

quarta-feira, 2 de março de 2011

TV vs Futebol

Muito se tem questionado a relação incestuosa da TV com o Futebol. Outra questão se refere à qualidade do profissional que entra em sua casa e transmite o jogo. Nos mais diversos setores, o jornalismobrasileiro da prova de má qualidade, na televisão e no futebol não poderia ser diferente. Segue texto que recebi por email, de autoria do Doutor Socrates a respeito dessa qualidade na transmissão.

"Futebol não é ciência exata
Socrates

5 de fevereiro de 2011 às 13:04h

Acho o maior barato acompanhar as transmissões televisivas de futebol nestes tempos que eu chamo de “modernos”. Modernos porque essas transmissões nada têm de futebol propriamente dito, o que ouço na verdade são inumeráveis dados estatísticos que, acredito, a ninguém interessam. Ou muito devo me enganar já que esse tipo de postura é endêmica (quem sabe fruto de uma bactéria gram-negativa originada da inconsistência natural da falta de conhecimento sobre o assunto) na chamada crônica desportiva.

Que me desculpem as exceções, porém, outro dia, estava a assistir a uma belíssima partida de futebol entre as equipes do Palermo e da Internazionale de Milão, cujo primeiro tempo terminou com a vitória parcial do time mediterrâneo por 2 a 0. Depois de ouvir que um determinado jogador A tinha participado de uma centena mais três jogos com aquela camiseta rosácea, que o outro ainda possuía quatro anos e seis meses de contrato, que o zagueiro central B há 800 minutos não tomava um cartão amarelo (e o jogo correndo sem que qualquer dos comentaristas se preocupasse em passar ao telespectador o que poderia estar ocorrendo em campo), veio a máxima de que aquela defesa não tomava gols há exatos 502 minutos e, pasmem, 15 segundos.

É claro que não gravei esses valores com a precisão daqueles mestres, mas a incidência e a ênfase dadas ao fato eram de tal forma elevadas que pareciam que mais que o jogo de futebol em si valia a estatística presente na história recente daquela equipe. No meu tempo de estudante, a gente chamava isso de embolação, falta do que dizer ou só uma cola para quando nada tivesse a acrescentar. O pior é que eles às vezes até brincam com suas limitações ao gargalhar de si mesmos quando os dados oferecidos são tantos e sem lógica, apesar de os frisarem como se fossem preciosidades absolutamente incomparáveis.

No entanto, calhou de a Internazionale fazer um gol, depois mais um e finalmente o terceiro, que a levou à vitória. Caiu, literalmente, a estatística e nada mais se falou do assunto. O novo projeto mais uma vez nada tinha a ver com o evento a que haviam sido chamados a comentar. Passaram a desfilar dados sobre o número de faltas de uma ou outra equipe, a idade do treinador, a quilometragem entre uma cidade e outra, que nem representada estava naquele momento, e tudo o mais que não estivesse em campo. Uma canelada do craque do time nem coçava as cordas vocais dos professores, mas uma trombada entre cabeças já seria motivo de longas explanações sobre o que vocês menos imaginam. Com diria Paulo Henrique Amorim: “Um horror!”

Menos de uma semana após esta, digamos, aula estapafúrdia de futebol, de novo me vi assistindo ao Palermo; agora contra a Juventus de Turim. Mas a conversa não mudou nem um pouquinho. Três ou quatro dias depois, o assunto continuava o mesmo, só que com uma pequena mudança estrutural: afirmava-se com ares de extraordinário feito que a defesa do Palermo, que tomara três gols em Milão (grifo meu), estava invicta em seu estádio desde, acreditem, 11 de dezembro de 2010, como se esta data determinasse uma eternidade versus os dias de hoje. Seria o mesmo que dizer que, desde o último natal (exatamente duas semanas depois do último gol sofrido), quase nenhum ser houvera recebido sequer um presentinho de Papai Noel. Que tragédia!

De qualquer forma, agradecemos todos ao estímulo que esses estudiosos nos dão para entendermos que futebol é, antes de tudo, uma ciência exata e que um pouco de aritmética, matemática e estatística não faz mal a ninguém. Muito pelo contrário, sem elas nada entenderíamos desse esporte construído em tabelas periódicas e cavaletes de renomados arquitetos da arte, que, se muito não me engano, só não aparecem em público para receber suas láureas porque são extremamente altruístas, além de muito tímidos em suas essências. Uma pena!

Mas tem mais. Antes do término do jogo fico sabendo que determinado jogador fora muito elogiado pela cartolagem por seu espírito voluntarioso, que as especulações sobre as contratações eram coisa do passado, já que a “janela” de transferência europeia acabara, passando pela beleza ou não das cores da camisa do clube, pela inspiração oferecida por tal jogada de um atleta no tempo da tevê em preto e branco e de um presente que um deles ganhara de um jogador que era uma camisa com defeito e que valeria um absurdo. Por tudo isso eu acredito: recebi uma verdadeira aula; se de futebol, eu não sei."

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

É precisa dar um basta do direito da mídia de nos envenenar

Reproduzo abaixo um texto que expressa toda minha ojeriza ao empobrecedor programa que resume toda a maldade que a Televisão brasileira faz com as mentes e os corações brasileiros... Programas de tal qualidade não expressam liberdade de imprensa, não é jornalismo o torcer notícias... Não é midia, apenas veicular venenos psicológicos...
é destruição mental das vidas.
Este é meu protesto contra todos os canais midiáticos.
(Obs.: Artigo interessante do Observatório da Imprensa sobre o assunto: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=630TVQ001 )

BIG BROTHER BRASIL
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Por uma nova postura!

Estamos iniciando um novo ano, com pespectativas renovadas. Estou reproduzindo abaixo o Texto do Blog da Larissa no Espaço do ECV no site GE, pois ele além de mostrar uma postura e disposição mental próxima da que acredito deva ser a de todo Rubro-negro, traz uma história de vida VENCEDORA.

Assim segue o relato:

É HORA DE ESCOLHER UM NOVO CAMINHO

Amigos, é impressionante como algumas situações nos colocam numa encruzilhada, obrigando-nos a definir que caminho tomar. Direita ou esquerda? Pra cima ou para baixo? Qual delas nos levará ao rumo certo? E se pegarmos justamente a que nos leva para a direção errada? Agir, nestas circunstâncias, não é uma tarefa fácil, mas a omissão é sempre o pior caminho.

Pois muito bem.

É exatamente nessa encruzilhada que nos encontramos agora. Nós e o nosso Amado Esporte Clube Vitória precisamos decidir qual estrada vamos percorrer. E, como sei que o Vitória precisa de mim mais do que nunca, decidi propor uma mudança de atitude, em vez de apenas lamentar.

Por isso, estou propondo que no dia 15, a partir das 13h, no Edifício Capemi, todos que ainda não são associados ao SMV, associem-se para que possamos nos juntar ao Movimento Somos Mais Vitória, com o objetivo de construir um Vitória forte e democrático. Esta data, com certeza, ficará marcada na história da instituição como o dia em que decidimos tomar o nosso clube em nossas mãos, até porque, logo depois, às 16h, haverá o lançamento oficial do Movimento.

Como vocês não me conhecem, farei uma breve apresentação e um relato das minhas decisões.

Seguinte.

Tenho 33 anos, sou geofísico, trabalho na ANP, solteiro, morador do Nordeste de Amaralina e o mais importante: torcedor do Vitória desde que saí do saco do meu pai, que também é rubro-negro e sempre me levava para a Fonte Nova para ver jogos, chupar cana, comer pipoca e amendoim.

Em 21 de maio de 1999, uma sexta-feira, quando treinava saltos de capoeira na aprazível praia de Amaralina, tomei uma queda que me causou uma lesão medular cervical que me deixou com a mobilidade extremamente reduzida, ou seja, tetraplégico.

Tal fatalidade ocorreu em meio a meus estudos na faculdade, no acolhedor Instituto de Geociências da UFBA. Depois, veio a fase cirúrgica, a fisioterapia e a readaptação. Tive que tomar a seguinte decisão: continuar vivendo ou morrer? Decidi viver e voltei pra faculdade logo no ano seguinte, mesmo contra a vontade de minha mãe e dos médicos que julgavam cedo. Naquele momento vi que mais decisões difíceis precisariam ser tomadas todos os dias.

A UFBA, como vocês sabem, não é um exemplo de acessibilidade. Assim, me deparava o tempo todo com batentes, escadas e elevadores quebrados. Como um homem que mal movia os braços faria? Decidi pedir ajuda aos amigos ou ao primeiro que passasse. Porém, como a lesão era recente, eu sofria muita queda de pressão e tinha dias que quase desmaiava em sala de aula. Mas, se eu desistisse de uma aula que fosse, abriria portas pra mais desistências. Então fui adiante e cheguei a fazer provas orais de Cálculo.

As dificuldades se puseram o tempo todo e para um homem que não controlava a bexiga e o intestino as coisas se tornavam ainda mais difíceis. Deparei-me com professores bons e alguns escrotos que me sugeriram até desistir de me formar, afirmando que eu não teria futuro na profissão. Teve um outro que não queria dar aula no andar térreo, só no primeiro andar. Nada disso me abalou. E, para piorar minha situação, minha mãe morreu de câncer e não me viu acabar a faculdade, logo ela, que era a minha maior apoiadora e quem mais me incentivava e ajudava junto com a minha família.

Quando chegou o grande dia de me formar, vi que tudo aquilo que passei valeu a pena. Tomei a decisão de ir em frente, amigos, e afirmo sem a menor dúvida que tomei a decisão certa. Foi preciso decidir dar cada passo que dei, errei e acertei, mas não me omiti. Mas vocês devem estar se perguntando o que essa história tem com o nosso clube. Eu vou explicar.

O Vitória está numa crise profunda, desnorteado. Seria bem fácil apenas criticar, mas nós precisamos decidir o que fazer com ele. O clube não é do presidente nem dos conselheiros, é nosso, dos torcedores, que pegam buzú e que passam dificuldades extremas para apoiar seu time. Quando um filho nosso está doente, nós cuidamos e damos remédios. Quando nossos pais estão doentes, nós os levamos ao médico e cuidamos. Quando o amigo nosso está com problema, digamos sexual, nós sacaneamos, fazemos gozação, mas mesmo assim apoiamos ele.

Cuidamos até dos nossos cães e gatos. Por que com nosso Clube será diferente? Nós, que juramos tanto amor, fazemos tatuagem do escudo, compramos camisas e bandeiras, deixaremos nosso clube sozinho nesse momento difícil?

Eu não! Decidi ajudar e vou ajudar.

O clube precisa de sua torcida tomando decisões, opinando, votando e sendo votada. Essa torcida somos nós, eu e você, rubro-negro que está lendo esse texto. Precisamos ir pra dentro do clube e a única forma de fazer isso é sendo sócio do mesmo. Ser sócio não é obter vantagens apenas, é, também, assumir responsabilidades. E nós precisamos assumir a nossa. Já demos muitas demonstrações de amor e força das arquibancadas, está na hora de dar essa demonstração dentro do clube, sendo sócio, votando, opinando e até mesmo no futuro formando uma chapa de torcedores, como já acontece no Internacional.

Quando o time caiu no final de 2010 nós demos a maior força que um clube poderia receber, lotamos o nosso santuário praticamente em todos os jogos finais. Isso é uma senhora demonstração! Louvável, mas não é o suficiente. Agora temos uma oportunidade de ouro, prata e bronze e não podemos perdê-la! Precisamos dar uma guinada rumo ao topo. Os grandes clubes do mundo não nasceram grandes, eles se fizeram grandes ao longo dos anos e com decisões acertadas. Essa é a hora da torcida rubro-negra tomar a sua decisão acertada.

O dia 15 de janeiro de 2011, um sábado, será o nosso dia. O dia em que eu decidi me tornar sócio do Esporte Clube Vitória, mesmo não tendo capacidade física para ir a muitos jogos. Serei sócio porque quero votar, quero decidir os rumos do clube que eu tanto amo. Conclamo a todo rubro-negro que estiver lendo esse texto a comparecer nesse dia, a partir das 13h, lá no Capemi.

Já que a diretoria não faz nada, nós vamos fazer. Faremos uma grande filiação no dia 15 e daremos mais uma demonstração de força e amor ao nosso clube. Seremos sócios não só para obter vantagens, mas sim para determinar os rumos, influir nas decisões e fiscalizar. Peço a você que ainda não é sócio que reflita e também repasse este texto aos torcedores.

Por fim, não lembro agora de quem é a frase, mas sempre gostei dela. “AS DIFICULDADES NÃO VÊM PARA NOS DEIXAR MAIS FORTES OU MAIS FRACOS, ELAS VÊM PRA NOS MOSTRAR QUEM SOMOS”.

E nós vamos mostrar que SOMOS MAIS VITÓRIA.

Anderson Abreu
http://globoesporte.globo.com/platb/larissadantas/2011/01/08/o-pedido-de-um-guerreiro/#comments

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O ESPORTE CLUBE VITÓRIA

Caros Torcedores do ECV,

Estou reproduzindo aqui meu sentimento como Rubro-negro expresso, antes mesmo de qualquer desfecho desse campeonato. Não escreverei mais nada até o ano de 2011.

Depois do jogo passado, e já a algum tempo venho pensando sobre a desportividade no futebol. Será que vale a pena participar de um teatro armado? Tenho a sensação que estamos a fazer papel de otário (e como não sou torcedor do rival) , este papel me deixa profundamente desconfortável.

Se existe a carta marcada, o interesse do "patrocinador" em fabricar o campeão, se, de fato, o futebol é tão manipulado assim... o que fazemos nós nas arquibancadas? papel de otário? Ou será que nosso clube de verdade é mediocre? Mediocre na visão, no planejamento, na capacidade, e no seu porte? E não estou falando isso pelo fato dele cair ou não, mas pelas posturas que observo.

A derrocada do ECV (repito, caindo o não caindo), não se verificou no jogo do Corinthians, mas em diversos outros episódios que nem vou relatar aqui, apenas dizer que em 36 rodadas, apenas nove (9) vitórias... É INACEITÁVEL, ao menos para mim que não me nivelo por baixo e penso no meu time grande.

É incompreensível que certas coisas aconteçam e nada seja feito. A arbitragem, jogador dando migué, diretoria fazendo burradas... Ano após ano essas coisas se repetem no Futebol do ECV e nada é feito para mudar.

Se, a estrutura do futebol e a mídia verdadeiramente buscam favorecer os times do sul do país, porque participar então do Brasileirão? Ah, para ganhar recursos financeiros... então porque o Clube nunca tem recursos? Porque somos sempre pobres de marré-dé-sí? Onde as ações efetivas de marketing esportivo e de melhoria da imagem do Clube? Somos, na verdade, inclinados apenas a reclamar , isto sim.

Jogador dando migué no time é coisa antiga (desde antes dos tempos da bala na cara do Alan Delon), será que nada no contrato deles tem cláusula de comportamento e imagem? Será que há algo escuso para se tolerar tanta postura anti-profissional? Porque jogador pego na balada nao tem o contrato rescindido, multado, suspenso ou se repercute oficialmente o nome dos taiszinhos? Não sou torcedor de jogador, quer seja paredão ou raça de cão.

Como explicar que os jogadores, em meio à uma disputa, dêem declarações que querem deixar o clube e a DIRETORIA não os afasta do elenco. jogador enterrão é pior que jogador da base inexperiente, porque a inexperiência agente perdoa. Jogador que faz gol e gesticula para a torcida, jogador falastrão... tem que haver código de ética nesse clube, pois os atletas só enchergam o time como plataforma de lançamento, sem demonstrar amor a nossa camisa.

Há que se destacar que tal postura não é de todos, pois não quero generalizar e todos sabem de quais jogadores estamos falando. E neste sentido, algumas críticas exageradas ao elenco não foram rebatidas com a necessária força pela diretoria nos meios de comunicação. O time ficou entre às Bocas do Inferno da mídia local, de gente que só quer lucrar com a miséria.

A TORCIDA RUBRO-NEGRA é o maior patrimônio do clube, pois eu bem sei, que graças a ela esse clube não deixou de existir. Ou o ECV cria mecanismos de participação da torcida na vida do Clube, mecanismos de controle social... ou não fará sentido associar-se a ele.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eu sou mais o Barradão

Uma questão está posta para ser debatida pela torcida rubro-negra. Jogar ou não na Fonte Nova? Há muitos aspectos a serem pesados e avaliados que dão a esta questão nuances de complexidades maiores do que aparenta.

Porque jogar na Arena do Governador??? Os defensores do "Moderno" argumentam que... será um local mais avançado e etc... que haverá maior retorno e "vantagens competitivas" e eu pergunto para quem? Tendo a não acreditar em nada disso que é veiculado simplesmente porque o lucro nunca é pulverizado.

O Barradão tem sérios problemas; mas abrir mão do patrimônio para dar garantia de lucro ao investimento da Fonte Nova, a meu ver, não é o caminho. Naquele lugar nunca fomos felizes. Prefiro um projeto sério de reestruturação [EU FALEI REESTRUTURAÇÃO] do Barradão que considere:

  • Acessibilidade;
  • Mobilidade;
  • Segurança;
  • Transporte e etc...

[Só para exemplificar: poder-se-ia cria uma estação de transportes na área do estádio e se viabilizar o acesso por coletivos. É pouco inteligente querer pensar grandes eventos com carro parando na porta -como é pensamento pequeno-burguês baiano].

Muita gente fala mal do Barradão por preconceito por estar numa região popular, Saibam que onde se colocar grandes eventos,seja em que bairro for, haverá problemas sociais e criminais, uma vez que o modelo excludente cobra sempre seus impostos [os legais e os informais]. Muita gente só toma conhecimento da miséria existente em Salvador olhando da janela do carro o depósito devidas que é aquela região.

O ECV tem que usar de sua "Bancada" para formular e viabilizar um amplo projeto de reestruturação do Estadio e de seu entorno, gerando assim, riqueza para o Clube e para o povo que reside em seu entorno, desempenhando assim seu papel social. E vamos parar que querer esquecer que pobreza existe!

O Inter, Grêmio, Vasco, Flamengo, Palmeiras, Corinthians... e outros, estão pensando em investir em arenas particulares... é falacioso dizer que o Barradão é inviável. Que me provem do contrário.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eleição, valetudo, mídia e ética... e o Brasil

Tomei a liberdade de reproduzir carta do intelectual Leonardo Boff devido à sua clareza, exposição objetiva e contundente. Espero que a leitura seja agradável e proveitosa no sentido de nos fazer refletir no papel dos veiculos de comunicação e na qualidade da informação veiculada e incutida em nossas mentes e subconscientes.

Espero que o autor nao se incomode com a reprodução do seu texto na integra, como segue:


"A Mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma


Leonardo Boff*

Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido
com o “silêncio obsequioso ”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser
preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil
Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes
militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual
enfrentamento entre o Presidente Lula e a mídia comercial que reclama ser
tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de
idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está
havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota
eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a
candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de
fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus
interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia”
mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob
tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da
Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão
cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a
serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o
povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e
fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa,
esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos,
editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta
autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado
com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista.
Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande
tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a
Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o
mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem
meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do
peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e
Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada,
antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se
reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu,
pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou
seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou
sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação,
conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continua achando que
lhe pertence(p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os
pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor
do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente
como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo
devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o
Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram
conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de
onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coronéis e de
“fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos
nós”, frase tão distorcida por essa mídia raivosa, quis enfatizar que o povo
organizado e consciente arrebatou a pretensão da mídia comercial de ser a
formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à
ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes
de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si
mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma
revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do
povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de
brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se
fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média.
Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola,
a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição
de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já
beneficiados à custa das massas destituídas e com salários de fome. Agora
ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias
e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual
há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer
que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção
dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora
e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que
assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica,
não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática
do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas
delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava
preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico
que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos
sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA
faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com
referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de
produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a mídia comercial e Lula/Dilma é a
questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocolonial, neoglobalizado e no
fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos,
antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para
construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas
estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a
despeito das má vontade deste setor endurecido da mídia comercial e empresarial.
A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construído com
suor e sangue por tantas gerações de brasileiros."

*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da
Carta da Terra.