quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Será que o Tiririca já aprendeu o que faz um Deputado?
quinta-feira, 19 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Leitura de um Dous de Julho em 2012
Estão todos engravatadinhos, de brilhantina nos cabelos e saltos Scarpans... Ocupam assessorias e cargos públicos sem concurso; cometem as atrocidades que diziam... denunciar... e o "proletário" continua na lama: financeira, intelectual, moral e espiritual - perderam sua identidade popular.
"Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal..."
http://www.vagalume.com.br/
quinta-feira, 29 de março de 2012
Parabéns P'ra você?
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Greve de hipocrisia.
A despeito da reinvindicação justa, pois a PM merece melhores salários (como todos os demais servidores que não usam armas) o que vem sendo feito efetivamente é uma chantagem cuja moeda de troca são vidas inocentes e o objetivo eleitoreiro está patente em quem organiza o caos.
As mortes e os prejuízos são de responsabilidade dos Grevistas - que sabiam das consequências desse ato e do Governo que permitiu e não negociou objetivamente como faz na hora de atender os pleitos da classe empresarial. Ambos cumplices, pois estão ai para cuidar do povo e não negociar com a vida de todos nós.
http://www.youtube.com/watch?v=WH_8ISzvQw4&feature=share
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
DO ESTUPRO E DA ESTATÍSTICA
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Cala a boca Nordeste!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Apartheid de Interesses
Ao ler o artigo publicado na sessão Opinião do Jornal a A Tarde, edição do dia 23/08/2011, sob o título Apartheid urbano e, apesar da tentativa até certo ponto poética engendrada pelo seu autor, não pude deixar de me questionar sobre alguns pontos, que me pareceram equivocados na abordagem, sobre o caráter social do transporte público de alta capacidade, o que me motivou a contestar a visão veiculada.
Exclusão social em Salvador existe faz tempo e, com efeito, não me parece ser causada somente pelo modal de transporte, mas por todo um modelo de sociedade que temos, envolvendo questões conjunturais e estruturais muito mais profundas. A despeito da questão social, tão latente e patente em Salvador já de há muito, o autor esquece de observar suas raízes, analisando sob uma ótica bastante particular, apenas um de seus multiplos reflexos, que em sendo reflexo, não é causa.
Esqueceu de dizer que é preciso pensar a Cidade da Bahia a longo prazo, para além de 2014, e assim se buscar corrigir o equívoco histórico (equívoco!?)que ocorreu em Salvador, de fazer do modo rodoviário a peça fundamental do modelo de transporte de passageiros, quando deveria ser ele complementar a um sistema de alta capacidade integrado e diversificado em seus modais (Metrô, Trem, VLT's, Sistemas de estacionamentos...), pois no que tange ao sistema de tranporte, os modais deveriam ser complementares e não concorrentes.
A meu ver, em sua avaliação o autor parte de pressupostos inconsistentes para justificar apenas o descontentamento de sua Corporação com a possibilidade de não exercer o controle do modal proposto para a Avenida Paralela, como o faz com todo o restante do sistema de transporte coletivo em Salvador, que no seu atual modelo de gestão, nada tem de solidário, inclusivo, justo ou socialmente responsável. Mas, tomando emprestada a sua poética, certamente a "garotinha carioca" se impressionaria com as filas para validar smartcards e mesmo com a forma como é gerenciado o tal cartão, que tem nome suigeneris (cartão-esperto...); teria ela se alarmado, tentando entender a equação das letrinhas, dessa famigerada integração aberta que nem abre nem integra! Pararemos por aqui, não quero traumatizar tão doce criança carioca, como já devem estar as soteropolitanas .
O referido autor sabe, francamente, que o problema central de sua motivação literária não está no “apartheid” causado a partir do eixo estruturante das vias, nos modais utilizados, ou na exclusão de bairros populares (já excluídos desde sempre, mesmo no modelo rodoviário existente) e sim no apartheid de interesses corporativos de quem vai ganhar o quê e quanto... Em quanto poder econômico está em jogo nessa disputa de interesses incertos, pois dentre todas as incertezas somente uma é inexoravelmente certa: o perdedor tem sido o cidadão de Salvador.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Eleição, valetudo, mídia e ética... e o Brasil
Tomei a liberdade de reproduzir carta do intelectual Leonardo Boff devido à sua clareza, exposição objetiva e contundente. Espero que a leitura seja agradável e proveitosa no sentido de nos fazer refletir no papel dos veiculos de comunicação e na qualidade da informação veiculada e incutida em nossas mentes e subconscientes.
Espero que o autor nao se incomode com a reprodução do seu texto na integra, como segue:
"A Mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma
Leonardo Boff*
Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido
com o “silêncio obsequioso ”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser
preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil
Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes
militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual
enfrentamento entre o Presidente Lula e a mídia comercial que reclama ser
tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de
idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está
havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota
eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a
candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de
fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus
interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia”
mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob
tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da
Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão
cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a
serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o
povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e
fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa,
esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos,
editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta
autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado
com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista.
Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande
tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a
Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o
mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem
meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do
peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e
Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada,
antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se
reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu,
pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou
seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou
sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação,
conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continua achando que
lhe pertence(p.16)”.
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os
pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor
do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente
como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo
devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o
Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram
conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de
onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coronéis e de
“fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos
nós”, frase tão distorcida por essa mídia raivosa, quis enfatizar que o povo
organizado e consciente arrebatou a pretensão da mídia comercial de ser a
formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à
ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes
de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si
mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma
revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do
povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de
brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se
fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média.
Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola,
a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição
de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já
beneficiados à custa das massas destituídas e com salários de fome. Agora
ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias
e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual
há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer
que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção
dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora
e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que
assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica,
não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática
do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas
delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava
preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico
que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos
sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA
faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com
referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de
produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a mídia comercial e Lula/Dilma é a
questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocolonial, neoglobalizado e no
fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos,
antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para
construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas
estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a
despeito das má vontade deste setor endurecido da mídia comercial e empresarial.
A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construído com
suor e sangue por tantas gerações de brasileiros."
*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da
Carta da Terra.
