sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Meu Vitória, Vencedor!

Depois de uma confusão digna de "Os Trapalhões" promovida pela dupla Arini-Cecílio, que agora é passado (e inglório); a propalada contratação de Cerezo que viajou, viajou, viajou... e ai descobriu que tem problemas familiares (Eu acredito!) a Diretoria do ECV parece que resolveu agir de forma mais consciente - espero, efetivando quem nunca devia ter saído no início dessa Opera Bufa. Os fatos não negam a nova postura com as mudanças efetivadas no Clube. O mais importante agora é acertar o que está errado e seguir em frente.

A hora é de dar apoio a quem ta falhando (frangando)… a quem, a despeito de qualquer coisa, entra em campo com a camisa RUBRO-NEGRA do Leão da Bahia! Tudo o que eu não quero é ver meu time rebaixado. Então, a partir de agora torcida rubro-negra, todo apoio ao ECV, seja quem seja o treinador, o presidente, ou o jogador… e que estes joguem como homens. A situação é preocupante mas não dessesperadora e com trabalho e vitórias através de um jogo consistente é possivel reverter as espectativas de quem quer nos ver rebaixados, sejam eles quem for.


Depois… aí sim, é a hora de discutir o CLUBE. Eu considero que são coisas diferentes, o time e o clube. Você pode ter um clube forte e um time fraco (o Flamengo por exemplo), e vice versa como por exemplo foi o Bragantino ou o São Caetano e domésticamente o Colo-Colo quando foi campeão baiano… Precisamos urgentemente passar a discutir nosso Clube e não apenas o time!!!


Você tem alguma proposta de mudança?


[este blog está aberto, voluntariamente, a ser mais um espaço de debate do que acontece no ECV].

domingo, 22 de agosto de 2010

O ressuscitador de mortos

Continuando no mundo do futebol, pois não quero falar de política ou de assuntos outros no momento, gostaria de falar sobre o time do meu coração: Esporte Clube Vitória, o Leão da Bahia.

Vi "in loco" o Vitória perder o título da segundona para o Paraná na Fonte Nova, Vi perder o Brasileiro para o Palmeiras na Fonte Nova e a Copa do Brasil para o Santos no Barradas... mais nada me deixou mais enfurecido que essa derrota para o Palmeiras pela Copa Sulamericana ressuscitando mais uma vez um time em crise como de mal costume. Este jogo me fez cair a ficha: ECV É CLUBE PEQUENO!

Pequeno na mentalidade, na gestão, no elenco, no treinador, no marketing...na direção. Após a eliminação frente ao Palmeiras fiquei muito triste e reflexivo, pois algumas verdades são duras e precisaram ser enfrentadas por mim:

1 - Apesar de ser um Leão no Barradão, toda vez que sai dos seus domínio... é um gatinho. time local de expressão apenas estadual. Talvez não tenhamos mentalidade suficiente para ser grande!
2 - Não existe projeto consistente de títulos e vitórias no ECV, mas projeto de se manter na Serie A como puder. Talvez não tenhamos estrutura organizacional ainda para ser grande!
3 - Nunca vi um discurso de vencedor no ECV. Talvez não tenhamos dirigentes capacitados para ser grande!

Pessoalmente não me sinto tão decepcionado com o futebol do ECV, desde 1984, quando perdemos um campenato ganho, para o Bahia, no grito por falta de postura da direção do Vitória, quando a diretoria do rival invadiu o campo e tumultuando impediu nossa Vitória. Mentalidade... É necessário mudar a mentalidade de um time [e um clube] que fora do Barradão é frouxo e covarde... é minúsculo!

Não estou pedindo mudança de Presidente nem saida de treinador, aliás por mim, Ricardo Silva estaria ai até hoje pois apesar da críticas ele tinha o elenco fechado com ele. Estou querendo mostrar - nesse momento de dor, é fato - que é preciso uma mudança de atitude mental antes de tudo, pois há algo errado com o ECV; e eu acredito que é na atitude mental de todos no Clube. Mudamos essa atitude frente ao rival e o suplantamos, pois antes é inegável que o ECV tremia nas finais contra o outro.

Não quero cornetar, não quero tirar jogador nem treinador e muito menos tumultuar o Clube que amo - estou apenas alertando e cobrando CORAGEM, HONRA À CAMISA, E FÉ, vejo que falta fé no ECV.

Para a vitória é necessário vencer.

domingo, 11 de julho de 2010

Impressões da Copa

Acabou! Finalmente...

Com um golzinho chorado de Iniesta, a seleção da Espanha ganhou o título da Copa FIFA sobre a decepcionante Holanda. O jogo foi frustrante como o próprio torneio a despeito do que diz a grande mídia, para mim a Copa foi tecnicamente um fiásco. Há tanto o que dizer a respeito de tantos elementos que ficaram evidenciados durante o torneio em quem um Polvo foi o grande destaque.

Por outro lado, no aspecto sociológico, a Copa FIFA foi um sucesso! Sim, pois nos mostrou o sofrido povo africano, o lindo país que é a Africa do Sul, a forma pacífica como no geral transcorreram os jogos (houveram alguns conflitos mínimos), Nélson Mandela... é, politicamente foi exitosa. Mas o que me interessa mesmo é o aspecto esportivo. O Mundial apresentou aspectos técnicos, disciplinares e emocionais incrívelmente baixos e que comporam um quadro geral decepcionante. A Copa foi fraca.

Tecnicamente, as seleções jogaram um futebol sem criatividade com a exceção da Argentina e da Alemanha, não é atoa que fizeram o jogo mais bonito da Copa. As seleções Africanas trocaram a alegria irresponsável mas rica de outras edições, por um futebol agressivo, violento e maldoso. Os Europeus prevaleceram... mais uma vez pela frieza e obediência tática. Os americanos foram medianos e os do sul pareciam dominar o torneio, mas sucumbiram às emoções tendo no Uruguai retranqueiro seu melhor representante. A bola do jogo é um exemplo de um velho ditado: o melhor inimigo do bom é o execelente; ou seja, será mesmo necessário tanta "tecnologia" para produzir uma bola que INTERFERE no resultado do jogo? Não é melhor investir numa filosofia do jogo franco que resulte em gols?

Disciplinarmente a disputa ficou muito prejudicada. Os árbitros ou não entendem de arbitragem ou estão mal intencionados, pois os erros creditados à humanidade deles não foram os decisivos. Nos jogos do Brasil estava liberado dar pontapé nos brasileiros, que perderam jogadores machucados para jogos importanetes e tiveram seu craque expulso por se irritar e revidar agressões; a Inglaterra não vai esquecer do jogo contra a Alemanha e do seu gol que só a arbitragem não viu, a Argentina foi favorecida com um gol em impedimento escandaloso e a violência foi tolerada em prol de não expulsar os agressores, mas permitindo a contusão dos bons jogadores; que dizer disto então: melhor é chuta, pisar, cotovelar do que jogar.

Durante as partidas ficaram evidenciadas diversas atitudes intempestivas e destemperadas. Vários atletas como um nigeriano e o famoso Felipe Melo, se perderam em pontapés sem classe e agressões deselegantes. A pouca qualidade técnica parecia ser o estopim do descontrole emocional. Ao que parece a preparação passa pelo preparo físico, técnico mas também psicológico e nesse aspecto, muitas equipes deixaram a desejar - especialmente o Brasil. Não apenas o volante desastrado, mas muitos jogadores brasileiros demonstraram fraqueza emocional, dentre eles os que deveriam ser destaque gerando assim muita correria e pouca harmonia.

Por fim, As estrelas se apagaram. Quem foi o craque da Copa? Na verdade se a FIFA fosse honesta ninguem seria eleito. Rooney, Kaká, Robinho, L. Fabiano, Fabregas, Messi, Ribery e diversos outros fracassaram e ficamos com o inexpressivo Klose e as gratas surpresas da seleção alemã e seu futebol artificial. Os espanhóis atuaram muito bem coletivamente, os holandeses estratégicamente mas nada muito encantador.

Uma linda copa socialmente falando e esportivamente frustrante. Assim foi para mim o mundial 2010. E para você?

sábado, 3 de julho de 2010

A Fênix

Reativando em tempos de mundial... é sim. Criei este blog em 2007 e nunca dei segmento desde então. Mas em tempos de "JABULAAANE" me reacendeu a vontade de retornar à blogosfera e aqui estou. Espero que gostem, critiquem, debatam e me ajudem a dar vida a esta insólita iniciativa.

O jogo e a vida

A Copa do Mundo... não é nossa, fazer o quê? O mundial de "Soccer", "Calcio" e, para nós brasileiros Futebol é apenas um torneio esportivo como outro qualquer. Bem, isto é em parte verdade: o torneio organizado pela FIFA é, sem dúvida alguma O EVENTO esportivo do planeta.
A punjança da Copa da FIFA se sobrepôe às Olimpíadas e a qualquer outro evento organizado no Planeta, para isto basta ver os números e a mobilização mundial em torno das seleções nacionais em cada rincão do planeta.
Se por um lado, se trata de um torneio relativamente simples e cheio de falhas técnicas (me refiro exclusivamente aos aspectos esportivos), jogos fracos, árbitros ruins, e muito jogador mediocre; muito em função do aumento do numero de seleções participantes para 32, uma medida política e comercial. De outro, é um evento exclarecedor! Um evento contundente!
O jogo de futebol, como um simulacro, parece ser uma analogia da vida, trazendo à lume a postura interior de muitos e punindo inexorávelmente, por vezes, a arrogância e a vaidade - desfilada em palavras e discursos veiculados em miríades de entrevistas.
O Futebol, premia o talento! Isso é fato. É conversa fiada o papo das táticas e planejamentos como definidores do sucesso. O FUTEBOL PREMIA O TALENTO. Sim, e premia o talento do dia, do momento, outra vez como simulacro da vida. O sucesso da partida anterior não define o jogo atual, o momento atual.
O trabalho tem que ser em equipe, a final o nome do jogo é Futebol Associado. Em equipe desde a cúpula, comando técnico, preparação física, condicionamento técnico... Ah! mas se não tiver o TALENTO, nada acontece- não é Dunga? Se somente tiver o talento também não, que nos digam 'Los hermanos'.
O futebol é Cruel; e viver?

sábado, 20 de outubro de 2007

HELENA

Se foi minha vovó.
Era esperado... nunca, porém, plenamente aceitado.
A “minha vó”, como eu sempre lhe chamava
A minha, só minha - menino dengoso...]
Mas de tantos, tantos outros netos
A minha avó Helena, não a de Tróia
Mãe Helena de muitos
Filhos e netos de coração e cuidados
Mas em alguma medida, só minha!!!
Foi-se entre flores, e entre as flores agora está
Foi-se entre lágrimas, mas em sorrisos ficará
Foi-se entre amores, e em meu coração permanecerá
A encobrir minhas falhas
A não julgar meus defeitos
A me fazer vontades... todas as vontades
A me dizer sempre: “menino, chegue cedo... sua mãe fica preocupada”
A me dizer coisas boas, sempre boas...
Minha velha teimosa, obstinada e de vontade forte
Minha velha imperfeita; sim, tinha defeitos como todos
Mas suas qualidades, nem todos
Generosa, de coração grande e marcação forte
Trabalhadora, bem disposta e independenteSempre, até o fim independente
E, acima de tudo, amorosa, pois sabia servir – amar é servir
Como eu pude?
Como não lhe fizera um poema antes?(Escondido em minha timidez)
É porque para mim, Helena, guerreira que era
Seria eterna, seria invencível
Mas ela tombou, ante o seu inimigo
Foi-se então, sobrando o vazio
Não de tristeza, mas da certeza
Triste era vê-la sofrer
Vai com Deus
Na misericórdia e amor dele
Vai minha velha
Meu amor
Minha, só minha, nossa "VÓ"!

IVÃ - 29/01/2006
A falta nunca cessará; a saudade nunca acabará, até que venha o que sara todas as coisas.
Com amor
Seu Neto.