segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cala a boca Nordeste!

O texto a seguir reproduzido, de José Barbosa Junior, fala por si... trata do pensamento pequeno-burguês sulista que aos poucos (a título de "zuação"...) vai sendo propalado nas redes sociais me fazendo sentir pena de uns, nojo de outros... e grande preocupação com o sentimento NAZISTA que tal pensamento engendra.

Tomei a liberdade de reproduzir o conteúdo do referido autor, em homenagem especial aos tocedores do Goiás que, no Barradão, nos chamaram (a todos) de nordestinos "passa-fome"... e, como estes tais, muitas outras pessoas, das quais ESTUDANTES - pasmen - que são assim: MEDIOCRES de coração e NAZISTAS de pensamento...

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...

Ah! Nordestinos...

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

José Barbosa Junior

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Apartheid de Interesses

Ao ler o artigo publicado na sessão Opinião do Jornal a A Tarde, edição do dia 23/08/2011, sob o título Apartheid urbano e, apesar da tentativa até certo ponto poética engendrada pelo seu autor, não pude deixar de me questionar sobre alguns pontos, que me pareceram equivocados na abordagem, sobre o caráter social do transporte público de alta capacidade, o que me motivou a contestar a visão veiculada.

Exclusão social em Salvador existe faz tempo e, com efeito, não me parece ser causada somente pelo modal de transporte, mas por todo um modelo de sociedade que temos, envolvendo questões conjunturais e estruturais muito mais profundas. A despeito da questão social, tão latente e patente em Salvador já de há muito, o autor esquece de observar suas raízes, analisando sob uma ótica bastante particular, apenas um de seus multiplos reflexos, que em sendo reflexo, não é causa.

Esqueceu de dizer que é preciso pensar a Cidade da Bahia a longo prazo, para além de 2014, e assim se buscar corrigir o equívoco histórico (equívoco!?)que ocorreu em Salvador, de fazer do modo rodoviário a peça fundamental do modelo de transporte de passageiros, quando deveria ser ele complementar a um sistema de alta capacidade integrado e diversificado em seus modais (Metrô, Trem, VLT's, Sistemas de estacionamentos...), pois no que tange ao sistema de tranporte, os modais deveriam ser complementares e não concorrentes.

A meu ver, em sua avaliação o autor parte de pressupostos inconsistentes para justificar apenas o descontentamento de sua Corporação com a possibilidade de não exercer o controle do modal proposto para a Avenida Paralela, como o faz com todo o restante do sistema de transporte coletivo em Salvador, que no seu atual modelo de gestão, nada tem de solidário, inclusivo, justo ou socialmente responsável. Mas, tomando emprestada a sua poética, certamente a "garotinha carioca" se impressionaria com as filas para validar smartcards e mesmo com a forma como é gerenciado o tal cartão, que tem nome suigeneris (cartão-esperto...); teria ela se alarmado, tentando entender a equação das letrinhas, dessa famigerada integração aberta que nem abre nem integra! Pararemos por aqui, não quero traumatizar tão doce criança carioca, como já devem estar as soteropolitanas .

O referido autor sabe, francamente, que o problema central de sua motivação literária não está no “apartheid” causado a partir do eixo estruturante das vias, nos modais utilizados, ou na exclusão de bairros populares (já excluídos desde sempre, mesmo no modelo rodoviário existente) e sim no apartheid de interesses corporativos de quem vai ganhar o quê e quanto... Em quanto poder econômico está em jogo nessa disputa de interesses incertos, pois dentre todas as incertezas somente uma é inexoravelmente certa: o perdedor tem sido o cidadão de Salvador.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Uma questão postural a ser pensada...

Após refletir sobre uma sequência de insucessos, muitos dos quais estive presente in loco e, revendo centenas de participações em redes sociais, internet... e outros espaços de interatividade por ai... etc. isso para não falar da vida quotidiana e das conversas com torcedores a favor e rivais... finalizando com a conversa doméstica no seio do lar com a esposa - inteligente e perspicaz, cheguei à seguinte conclusão: Vejo o torcedor do ECV (e eu no meio deles) um pessimista por natureza.

Não morro de amores pela atual gestão e isso fica claro em vários comentários deste Blog. A meu ver os atuais gestores sofrem de dois males: Não entender do produto futebol (negócio) e não entender do jogo de futebol (esporte). Mas acredito, também, que precisamos fazer uma espécie de trégua com a equipe separando bem as coisas. A postura da torcida (ficou claro para mim no sábado último) está intranquilizando o elenco; eles não podem errar em campo que caimos de pau!!!

Vejo-nos em tudo magoados e aborrecidos com as mais recentes derrotas e ressentidos com as antigas, às quais não conseguimos esquecer nem superar - mas precisamos! Do jeito que está estamos jogando contra nosso próprio TIME (mesmo o time sendo ainda uma caricatura do que desejamos) e contribuindo para que o adversário jogue bem no Barradão, sem pressão da arquibancada.

Sei que quem contagia a torcida é o time, mas no momento atual precisamos separar as coisas: Política clubística de apoio ao TIME que é a manifestação visivel do instituto ECV; do contrário poderemos realmente contribuir para um retorno, mas não à Série A…

Da minha parte já me decidi: não farei mais qualquer comentário contra o time, enquanto A,B,C,D, F… vestir a camisa do Leão será meu “idolo” e terá meu incentivo. POR FAVOR, ESQUEÇAM QUEM JA PASSOU!

SRN À TODA A TORCIDA RUBRO-NEGRA.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A realidade do Leão! Um diagnóstico tenebroso.

[Nota: Texto Publicado 16/05 um [1] dia após a derrota no Barradão].

Neste meu pequeno Blog, vinha evitando falar sobre o ECV, minha paixão, ou futebol. Desde o início do Campeonato Baiano, aliás, o sem qualidade Baianão, vinha apenas observando, pois esperava escrever sobre a Conquista do Penta e sobre as perspectivas de futuro do Leão: que decepção!

A Vergonha de ontem (15/05) só me fez ver que a opinião, pouco simpática, mas realista, emitida na derrota para o PALMEIRAS ano passado, continua de pé: É um time RESSUSCITADOR DE MORTOS (ver post).

Demitiram o treinador, vão rescindir alguns atletas, mas... e os diretores? Acho que é hora de se rever o Trio Portela, Falcão e Silveira. Se não ganham do Bahia de Feira o que será do resto... o que será de nós rubro-negros que sempre apoiamos esse clube oligárquico com esse time fraco?

A diretoria de futebol do Vitória é míope e não enxerga futebol ao que parece. Contrata por contratar sem avaliar qualidades técnicas trazendo jogadores abaixo da crítica ou já superados. Assim vemos Rildos, Vitor Saba, Ernanis, Cleber, dentre outros menos cotados, além de manter quem sempre falha reincidentemente como o “Paredon”, mantendo um elenco perdedor e viciado! Ou muda ou cai; Será que vamos amargurar a Série C novamente?

Chega de Viáfara! Não importa o fato de ele assumir ou querer ser mais que todos dizendo isso ou aquilo nos sites da vida... Ele falha sempre em momentos cruciais. Não é jogador para ser titular do Gol do Vitória – Ninguem vê? Também, é preciso parar de ser barriga de aluguel de Clubes Sulistas; assim continuaremos a ter Rogers, Nikões e Henriques e vamos engordar a cria alheia – isso é papel de otário!

Falta filosofia de campeão.

Com a palavra Alex Portela.

Ivã Veloso

quarta-feira, 2 de março de 2011

TV vs Futebol

Muito se tem questionado a relação incestuosa da TV com o Futebol. Outra questão se refere à qualidade do profissional que entra em sua casa e transmite o jogo. Nos mais diversos setores, o jornalismobrasileiro da prova de má qualidade, na televisão e no futebol não poderia ser diferente. Segue texto que recebi por email, de autoria do Doutor Socrates a respeito dessa qualidade na transmissão.

"Futebol não é ciência exata
Socrates

5 de fevereiro de 2011 às 13:04h

Acho o maior barato acompanhar as transmissões televisivas de futebol nestes tempos que eu chamo de “modernos”. Modernos porque essas transmissões nada têm de futebol propriamente dito, o que ouço na verdade são inumeráveis dados estatísticos que, acredito, a ninguém interessam. Ou muito devo me enganar já que esse tipo de postura é endêmica (quem sabe fruto de uma bactéria gram-negativa originada da inconsistência natural da falta de conhecimento sobre o assunto) na chamada crônica desportiva.

Que me desculpem as exceções, porém, outro dia, estava a assistir a uma belíssima partida de futebol entre as equipes do Palermo e da Internazionale de Milão, cujo primeiro tempo terminou com a vitória parcial do time mediterrâneo por 2 a 0. Depois de ouvir que um determinado jogador A tinha participado de uma centena mais três jogos com aquela camiseta rosácea, que o outro ainda possuía quatro anos e seis meses de contrato, que o zagueiro central B há 800 minutos não tomava um cartão amarelo (e o jogo correndo sem que qualquer dos comentaristas se preocupasse em passar ao telespectador o que poderia estar ocorrendo em campo), veio a máxima de que aquela defesa não tomava gols há exatos 502 minutos e, pasmem, 15 segundos.

É claro que não gravei esses valores com a precisão daqueles mestres, mas a incidência e a ênfase dadas ao fato eram de tal forma elevadas que pareciam que mais que o jogo de futebol em si valia a estatística presente na história recente daquela equipe. No meu tempo de estudante, a gente chamava isso de embolação, falta do que dizer ou só uma cola para quando nada tivesse a acrescentar. O pior é que eles às vezes até brincam com suas limitações ao gargalhar de si mesmos quando os dados oferecidos são tantos e sem lógica, apesar de os frisarem como se fossem preciosidades absolutamente incomparáveis.

No entanto, calhou de a Internazionale fazer um gol, depois mais um e finalmente o terceiro, que a levou à vitória. Caiu, literalmente, a estatística e nada mais se falou do assunto. O novo projeto mais uma vez nada tinha a ver com o evento a que haviam sido chamados a comentar. Passaram a desfilar dados sobre o número de faltas de uma ou outra equipe, a idade do treinador, a quilometragem entre uma cidade e outra, que nem representada estava naquele momento, e tudo o mais que não estivesse em campo. Uma canelada do craque do time nem coçava as cordas vocais dos professores, mas uma trombada entre cabeças já seria motivo de longas explanações sobre o que vocês menos imaginam. Com diria Paulo Henrique Amorim: “Um horror!”

Menos de uma semana após esta, digamos, aula estapafúrdia de futebol, de novo me vi assistindo ao Palermo; agora contra a Juventus de Turim. Mas a conversa não mudou nem um pouquinho. Três ou quatro dias depois, o assunto continuava o mesmo, só que com uma pequena mudança estrutural: afirmava-se com ares de extraordinário feito que a defesa do Palermo, que tomara três gols em Milão (grifo meu), estava invicta em seu estádio desde, acreditem, 11 de dezembro de 2010, como se esta data determinasse uma eternidade versus os dias de hoje. Seria o mesmo que dizer que, desde o último natal (exatamente duas semanas depois do último gol sofrido), quase nenhum ser houvera recebido sequer um presentinho de Papai Noel. Que tragédia!

De qualquer forma, agradecemos todos ao estímulo que esses estudiosos nos dão para entendermos que futebol é, antes de tudo, uma ciência exata e que um pouco de aritmética, matemática e estatística não faz mal a ninguém. Muito pelo contrário, sem elas nada entenderíamos desse esporte construído em tabelas periódicas e cavaletes de renomados arquitetos da arte, que, se muito não me engano, só não aparecem em público para receber suas láureas porque são extremamente altruístas, além de muito tímidos em suas essências. Uma pena!

Mas tem mais. Antes do término do jogo fico sabendo que determinado jogador fora muito elogiado pela cartolagem por seu espírito voluntarioso, que as especulações sobre as contratações eram coisa do passado, já que a “janela” de transferência europeia acabara, passando pela beleza ou não das cores da camisa do clube, pela inspiração oferecida por tal jogada de um atleta no tempo da tevê em preto e branco e de um presente que um deles ganhara de um jogador que era uma camisa com defeito e que valeria um absurdo. Por tudo isso eu acredito: recebi uma verdadeira aula; se de futebol, eu não sei."

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

É precisa dar um basta do direito da mídia de nos envenenar

Reproduzo abaixo um texto que expressa toda minha ojeriza ao empobrecedor programa que resume toda a maldade que a Televisão brasileira faz com as mentes e os corações brasileiros... Programas de tal qualidade não expressam liberdade de imprensa, não é jornalismo o torcer notícias... Não é midia, apenas veicular venenos psicológicos...
é destruição mental das vidas.
Este é meu protesto contra todos os canais midiáticos.
(Obs.: Artigo interessante do Observatório da Imprensa sobre o assunto: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=630TVQ001 )

BIG BROTHER BRASIL
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Por uma nova postura!

Estamos iniciando um novo ano, com pespectativas renovadas. Estou reproduzindo abaixo o Texto do Blog da Larissa no Espaço do ECV no site GE, pois ele além de mostrar uma postura e disposição mental próxima da que acredito deva ser a de todo Rubro-negro, traz uma história de vida VENCEDORA.

Assim segue o relato:

É HORA DE ESCOLHER UM NOVO CAMINHO

Amigos, é impressionante como algumas situações nos colocam numa encruzilhada, obrigando-nos a definir que caminho tomar. Direita ou esquerda? Pra cima ou para baixo? Qual delas nos levará ao rumo certo? E se pegarmos justamente a que nos leva para a direção errada? Agir, nestas circunstâncias, não é uma tarefa fácil, mas a omissão é sempre o pior caminho.

Pois muito bem.

É exatamente nessa encruzilhada que nos encontramos agora. Nós e o nosso Amado Esporte Clube Vitória precisamos decidir qual estrada vamos percorrer. E, como sei que o Vitória precisa de mim mais do que nunca, decidi propor uma mudança de atitude, em vez de apenas lamentar.

Por isso, estou propondo que no dia 15, a partir das 13h, no Edifício Capemi, todos que ainda não são associados ao SMV, associem-se para que possamos nos juntar ao Movimento Somos Mais Vitória, com o objetivo de construir um Vitória forte e democrático. Esta data, com certeza, ficará marcada na história da instituição como o dia em que decidimos tomar o nosso clube em nossas mãos, até porque, logo depois, às 16h, haverá o lançamento oficial do Movimento.

Como vocês não me conhecem, farei uma breve apresentação e um relato das minhas decisões.

Seguinte.

Tenho 33 anos, sou geofísico, trabalho na ANP, solteiro, morador do Nordeste de Amaralina e o mais importante: torcedor do Vitória desde que saí do saco do meu pai, que também é rubro-negro e sempre me levava para a Fonte Nova para ver jogos, chupar cana, comer pipoca e amendoim.

Em 21 de maio de 1999, uma sexta-feira, quando treinava saltos de capoeira na aprazível praia de Amaralina, tomei uma queda que me causou uma lesão medular cervical que me deixou com a mobilidade extremamente reduzida, ou seja, tetraplégico.

Tal fatalidade ocorreu em meio a meus estudos na faculdade, no acolhedor Instituto de Geociências da UFBA. Depois, veio a fase cirúrgica, a fisioterapia e a readaptação. Tive que tomar a seguinte decisão: continuar vivendo ou morrer? Decidi viver e voltei pra faculdade logo no ano seguinte, mesmo contra a vontade de minha mãe e dos médicos que julgavam cedo. Naquele momento vi que mais decisões difíceis precisariam ser tomadas todos os dias.

A UFBA, como vocês sabem, não é um exemplo de acessibilidade. Assim, me deparava o tempo todo com batentes, escadas e elevadores quebrados. Como um homem que mal movia os braços faria? Decidi pedir ajuda aos amigos ou ao primeiro que passasse. Porém, como a lesão era recente, eu sofria muita queda de pressão e tinha dias que quase desmaiava em sala de aula. Mas, se eu desistisse de uma aula que fosse, abriria portas pra mais desistências. Então fui adiante e cheguei a fazer provas orais de Cálculo.

As dificuldades se puseram o tempo todo e para um homem que não controlava a bexiga e o intestino as coisas se tornavam ainda mais difíceis. Deparei-me com professores bons e alguns escrotos que me sugeriram até desistir de me formar, afirmando que eu não teria futuro na profissão. Teve um outro que não queria dar aula no andar térreo, só no primeiro andar. Nada disso me abalou. E, para piorar minha situação, minha mãe morreu de câncer e não me viu acabar a faculdade, logo ela, que era a minha maior apoiadora e quem mais me incentivava e ajudava junto com a minha família.

Quando chegou o grande dia de me formar, vi que tudo aquilo que passei valeu a pena. Tomei a decisão de ir em frente, amigos, e afirmo sem a menor dúvida que tomei a decisão certa. Foi preciso decidir dar cada passo que dei, errei e acertei, mas não me omiti. Mas vocês devem estar se perguntando o que essa história tem com o nosso clube. Eu vou explicar.

O Vitória está numa crise profunda, desnorteado. Seria bem fácil apenas criticar, mas nós precisamos decidir o que fazer com ele. O clube não é do presidente nem dos conselheiros, é nosso, dos torcedores, que pegam buzú e que passam dificuldades extremas para apoiar seu time. Quando um filho nosso está doente, nós cuidamos e damos remédios. Quando nossos pais estão doentes, nós os levamos ao médico e cuidamos. Quando o amigo nosso está com problema, digamos sexual, nós sacaneamos, fazemos gozação, mas mesmo assim apoiamos ele.

Cuidamos até dos nossos cães e gatos. Por que com nosso Clube será diferente? Nós, que juramos tanto amor, fazemos tatuagem do escudo, compramos camisas e bandeiras, deixaremos nosso clube sozinho nesse momento difícil?

Eu não! Decidi ajudar e vou ajudar.

O clube precisa de sua torcida tomando decisões, opinando, votando e sendo votada. Essa torcida somos nós, eu e você, rubro-negro que está lendo esse texto. Precisamos ir pra dentro do clube e a única forma de fazer isso é sendo sócio do mesmo. Ser sócio não é obter vantagens apenas, é, também, assumir responsabilidades. E nós precisamos assumir a nossa. Já demos muitas demonstrações de amor e força das arquibancadas, está na hora de dar essa demonstração dentro do clube, sendo sócio, votando, opinando e até mesmo no futuro formando uma chapa de torcedores, como já acontece no Internacional.

Quando o time caiu no final de 2010 nós demos a maior força que um clube poderia receber, lotamos o nosso santuário praticamente em todos os jogos finais. Isso é uma senhora demonstração! Louvável, mas não é o suficiente. Agora temos uma oportunidade de ouro, prata e bronze e não podemos perdê-la! Precisamos dar uma guinada rumo ao topo. Os grandes clubes do mundo não nasceram grandes, eles se fizeram grandes ao longo dos anos e com decisões acertadas. Essa é a hora da torcida rubro-negra tomar a sua decisão acertada.

O dia 15 de janeiro de 2011, um sábado, será o nosso dia. O dia em que eu decidi me tornar sócio do Esporte Clube Vitória, mesmo não tendo capacidade física para ir a muitos jogos. Serei sócio porque quero votar, quero decidir os rumos do clube que eu tanto amo. Conclamo a todo rubro-negro que estiver lendo esse texto a comparecer nesse dia, a partir das 13h, lá no Capemi.

Já que a diretoria não faz nada, nós vamos fazer. Faremos uma grande filiação no dia 15 e daremos mais uma demonstração de força e amor ao nosso clube. Seremos sócios não só para obter vantagens, mas sim para determinar os rumos, influir nas decisões e fiscalizar. Peço a você que ainda não é sócio que reflita e também repasse este texto aos torcedores.

Por fim, não lembro agora de quem é a frase, mas sempre gostei dela. “AS DIFICULDADES NÃO VÊM PARA NOS DEIXAR MAIS FORTES OU MAIS FRACOS, ELAS VÊM PRA NOS MOSTRAR QUEM SOMOS”.

E nós vamos mostrar que SOMOS MAIS VITÓRIA.

Anderson Abreu
http://globoesporte.globo.com/platb/larissadantas/2011/01/08/o-pedido-de-um-guerreiro/#comments